PÉROLAS AOS PORCOS
Podem me chamar de alienada, mas eu não consegui de jeito maneira me envolver com o “espírito olímpico”.
Não que eu não torça pelo meu Brasil varonil, mas, não sei porque, não rola, não tem explicação.
Coisa parecida aconteceu na Copa do Mundo. Não teve santo que me fizesse sentar de verdeamarelo na frente da tv...
Pelo menos aí alguns motivos podiam ser apontados:
Motivo um: A seleção era uma BOSTA!
Motivo dois que praticamente elimina todo e qualquer motivo que venha a aparecer: o horário!
Pra quê que eu ia levantar no c* da madrugada pra ver a patifaria daquele time que tinha que quase borrar as cuecas pra ganhar de 1 a 0, 1 a 1....É ruim, hein...
Por outro lado, tinha o Felipão. Por ele sim, eu torci muito.
Pra mim, o mais interessante era ver a festa de uma torcida muito peculiar. Na minha rua, quase em frente à minha casa, funciona um...um...como direi...puteiro.
É isso. Não existe palavra melhor para definir o tipo de comércio que é praticado no estabelecimento – o de “periquitas”e congêneres...Ahahahahahahahaha...
A cada gol, cada vitória, as moçoilas corriam pra calçada, só de babydoll, batendo tampas de panelas, no melhor estilo “puta de história de Jorge Amado”.
Na vizinhança teve quem se indignasse. Eu achei tudo muito engraçado.
Atualmente, a casa está sob nova direção. As novas funcionárias não moram mais lá. Pra falar a verdade, ainda não cheguei a ver nenhuma, apenas sei que existem pelo movimento constante no local – confirmando a máxima de que abrir um puteiro dá a maior grana.
E pelo jeito, assim como eu, não estão nem aí pras Olimpíadas.
Beijos pra todo mundo!
:-)
p.s.: Não falei que ia postar, Felipe? Quem mandou tu duvidar...
Escrito por Ana Paula às 09h41
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