Mais uma do Felipe...
Um belo dia resolvi mudar
E para marcar o encerramento da semana do rock’n’roll (se bem que pra mim todo dia é dia de r’n’r!), vou contar uma história que é pra ser passada de geração para geração: O Show da Rita Lee!
Cheguei em Sampa na madrugada de sexta para sábado. Maurício foi me buscar na Rodoviária e antes mesmo de me perguntar se eu tinha feito boa viagem, já chegou metralhando: “Tem show da Rita Lee no Ibirapuera!”
Fui passar aquele feriadão em SP para dar uma esfriada na cabeça. Tinha acabado de sair de um relacionamento tumultuado, complicado... Precisava “mudar de ares” um pouquinho. São Paulo para isso é ótimo e minha família nesse momento (e em todos os outros) é excelente companhia.
Fomos para casa da Ana, onde eu iria dar uma descansada, almoçar e em seguida faríamos um “warm up” para o programaço que nos aguardava à tarde.
Descansado, bem alimentado e com as turbinas devidamente aquecidas, embarcamos no Ghostbusters e zarpamos rumo ao Ibira. Já no caminho a farra começou. Tomamos uma fechada, dum babacão a bordo de um Audi, se achava o dono do pedaço e achou que poderia fazer merda à vontade no trânsito que estaria cheio de razão. Paramos num sinal logo adiante onde, lado a lado com o bunda-mole, pusemos meio corpo na janela do camburão e dissemos tudo o que pensávamos à respeito da santa mãe do indivíduo! Mas tudo bem, tudo era festa!
Chegamos! A entrada do Ibirapuera parecia o Maracanã em dia de final. Estava uma tarde quente e bonita. Ficamos perto da mesa de som/luz e se ali não era o melhor lugar para assistir ao show, por outro lado, dava para ver bem, o som estava ótimo e não tinha tumulto nenhum!
Começa a festa! Eu costumo dizer que a Rita é uma espécie de Mick Jagger de saias! Ninguém tem mais muita paciência pra ouvir o que ela fala, mas a tia (e o vovô) não sobe num palco se não for pra fazer a terra tremer.
De repente... Começa a uma introdução... Os acordes me parecem familiar... Ainda sob o efeito do álcool (Atenção amigos: Neste dia a Ana estava sóbria! Absolutamente sóbria!), custei a identificar a música que ia rolar... De repente: “... Um belo dia resolvi mudar, e fazer tudo o que eu queria fazer, me libertei daquela vida vulgar, que eu levava estando junto à você...” ENLOUQUECI!!! Aquela canção vinha a calhar com o momento que eu passava. Tirei a camisa e arremessei tão longe que se aparecesse na hora algum inspetor do Comitê Olímpico Internacional, eu tinha alcançado o índice olímpico de arremesso de peso. Em seguida, totalmente ensandecido, dei início a uma performance que misturava “dança da manivela” com Mick Jagger em “Just another night”... Uma rodinha se formou à minha volta! Lenny Dale não faria melhor! Graças a Deus, fui resgatado pela minha irmã (Que estava sóbria!!!!), que prudentemente sugeriu que fôssemos embora (o show já estava no “bis”) e que eu fosse curtir a minha overdose de liberdade em casa! O que foi feito!
Felipe
Nota da Quizumba: Antes que alguém me recomende uma reunião no A.A.,tenho a declarar q vou considerar como "licença poética" tais insinuações a meu respeito, ok?
Uma excelente semana à todos!
:-)
Escrito por Ana Paula às 12h23
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