QUIZUMBA - Cultura e Prazer


VELINHA

7 de maio de 2003.

MARIA LUÍZA - 1 ANINHO DE VIDA!

Fique com Deus, filha.



Escrito por Mahabharata às 15h49
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CAIXINHA DE SURPRESAS

Desde a minha infância eu sou fascinado pelo rádio, "aquela caixinha cheia de pessoas dentro", como diria algum abestalhado.

Mas ocorre que esse abestalhado aí acima tem razão! Eu – outro abestalhado, mas isso agora não vem ao caso - só acrescentaria o adjetivo "poderosa" na frase, porque a caixinha que fala, muito embora seja massacrada pela mídia televisiva, sempre esteve à frente da sociedade, informando e ditando princípios. Para os incautos que duvidarem, sugiro que abram seus empoeirados livros de história para dar uma conferida na importância das ondas radiofônicas na formação das sociedades.

Bom, falava eu que sempre gostei de rádio. Quando tinha meus 13, 14 anos, lembro-me que lutava para conseguir sintonizar o dial da 97 FM e da 89FM, que eram as rádios roquenrôulers da época. E depois de muito custo, lá ficava eu prostrado, ouvindo Fábio Massari, Edgard, Kid Vinil, Ewerson, Valcir e outros escalavrarem nossos ouvidos com o mais puro rock'n'roll.

Depois, já na faculdade, o lugar que eu mais gostava de estar – exceto o C.A., logicamente – era no laboratório de rádio, no quarto andar. Era lá que eu destilava meus pecados, fosse esculhambando os erros alheios com o Profeta, nosso técnico de rádio e professor de capoeira, fosse criando e executando alguns jingles e spots pro pessoal de Publicidade e Propaganda. Gostei tanto da experiência que cheguei a jurar que trabalharia minha vida toda dentro de estúdios como aquele (ou melhores, vá lá!). E quando eu já tinha engatilhado um estágio na Rádio Trianon para trabalhar como rádio escuta e, depois, como aspone do Orlando Duarte, fui chamado para trabalhar no Tribunal. Aí a teta estatal – e os berros do meu pai, lembro-me bem – falou mais alto e eu acabei mandando o trampo na Trianon para a peida.

Não que eu seja um frustrado, mas ficou aquele gostinho de "quero mais" aqui na cachola. E por mais que pagasse mal pracaráio, eu queria trabalhar em rádio, porra! Mas não deu. Foda-se. Agora sou um profissional do Direito e respeito isso em mim, porque escolhi estar atuando desta maneira. Mas o rádio...

Bom... Até que um dia, por indicação da Ana, recebo um telefonema da Júlia, uma professora da Faculdade Oswaldo Cruz, convidando este escriba para participar de um programa da Rádio Faiter, que opera nas cercanias da faculdade e é produzida pelos estudantes de Rádio e TV daquela faculdade, criando também um playlist para rolar durante a "entrevista". Com as pernas bambas, topei na hora, embora não soubesse exatamente o que iria fazer. Só sei que mandei meu currículo e entreguei pra Deus.

E assim foi feito. A Má não pôde participar do programa - que teria como tema nossas escolhas profissionais, artísticas, musicais e tudo o mais que a nós dizia respeito -, razão pela qual praticamente intimei a Ana para participar comigo. E o programa foi ducaralho! Falamos sobre tudo, desde a inutilidade de seres como a Glória Maria até o meu casamento ao som de "Let it Be", além de cada um ter levado seis músicas. As minhas? Seguiram momentos relevantes de minha vida, mais precisamente sobre as experiências teatrais que tive, como ator (Euxena diria tomate-ator, mas já me adianto em mandá-lo à merda) e também como sonoplasta (designer sonoro para os próprios). Ei-las:

1) "Todos Juntos" – Saltimbancos

* Primeira montagem teatral (1980)

2) "Fortunate Son" – Creedence Clearwater Revival

* Primeira trilha sonora e primeiro prêmio de Melhor Sonoplasta (Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba)

3) 3.1 "Fragmente – Stille, na Diotima" – The Arditti String Quartet – Compositor: Luigi Nono

3.2 "Vishnu" – Karlheinz Stockhausen

3.3 "Os Pensamentos de Alice" – Grupo D – Peça Radiofônica - Adaptação de "Alice no País das Maravilhas" – Coordenação de Regina Porto

* Curso de Designer Sonoro – Centro de Pesquisas Teatrais do Sesc, direção de Antunes Filho e coordenação de Raul Teixeira

4) "Dolemite" – Scott Henderson

* Primeira parceria em criação de trilhas sonoras teatrais

5) "Highway to Hell" – AC/DC

* Rock'n Roll puro - uma de minhas favoritas

6) "Let it Be" – The Beatles

* Inspiração

Óbvio que eu QUERO MAIS! Mas, por ora, fica aqui guardada a quase indescritível lembrança de ter estado por alguns minutos dentro daquela poderosa caixinha falante. Felicidade é pouco!

Até.



Escrito por Mahabharata às 18h13
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TUDO AZUL

Antes de tudo, dêem uma olhadela na obra abaixo:

Viram? Pois então: o que estão esperando que AINDA não compraram? Esta homenagem de Clapton ao Mr. Robert Johnson resultou num dos melhores discos da história do rythim & blues. De foder! Obrigatório!!!

*******

E por falar em blues, o show foi testemunhado na sexta, 30, mas até hoje ecoam em minha já discutível caixa craniana as notas tiradas por ninguém menos que Flávio Guimarães, o gaitista fundador da mais bacana banda blueseira do país e que já deve ser íntima da maioria dos parcos leitores desta Quizumba, de nome Blues Etílicos.

No pocket-show que fez no Sesc São Caetano, Flavio colocou no palco, além de sua malinha preciosa, dois outros músicos, Marcos Baltazar no (maravilhoso) Takamine e Danny Vincent na (vermelha e creme) Fender Strato. E como o clima era bem intimista no pequeno palco da cidade do Azulão, o público estava bem tímido no começo do show. Mas, já refeitos do choque ao sentir a qualidade da música que ali era executada, os músicos e os espectadores fizeram o lugar vir abaixo! Também pudera: em tempos de ingressos acima de vinte paus pra podermos ver qualquer manifestação artística, pagar 8 reais (eu paguei 4 porque ainda sou estudante) para presenciar um dos melhores músicos do país mandando ver em sua gaita chega a resvalar no surrealismo!

Querem sentir como o show foi ducaralho? Então chequem alguns petardos do set list:

You Got me Runnin' – Jimmy Reed

Walking by Myself – Gary Moore

My Babe – Little Walter

Telephone Blues – Eric Clapton

You Don't Have To Go  - Muddy Waters

Honest I Do - Jimmy Reed, Fabulous Thundebirds

I Can't Hold Out – Eric Clapton

Checkin' on my Baby – Junior Wells

Mary Had a Little Lamb – Steve Ray Vaughan

Got My Mojo Working – Muddy Waters

Aproveitei também para adquirir o ótimo "A Cor do Universo", novo cdzinho dos Blues Etílicos, que lá era vendido e que foi, óbvio, devidamente autografado.

E vem mais show por aí, tanto de Flávio nesse formato solo, quanto do cara junto à banda que fundou em 1986, já que, como ele fez questão de frisar, não a abandonou, apesar do enorme burburinho que tem causado com suas aulas blueseiras ministradas por esse mundo de meudeus. Agendem-se!

Até.



Escrito por Mahabharata às 19h05
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Meus amigos!

Olha só que legal! Talvez vocês já tenham visto essa brincadeira por aí, mas como eu já disse, 15 dias de exílio virtual me deixaram completamente por fora de tudo o que anda rolando no universo, mais precisamente na blogosfera.

Essa eu vi no blog do Zacarias:

Corrente

Instruções:

1. Pegue o livro mais próximo de você;
2. Abra o livro na página 23;
3. Ache a quinta frase;
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

"E o importante não é que uma classe usufrua de uma felicidade superior, mas que toda a cidade seja feliz."

(Os pensadores - Platão, em "A República")

Amei!

(Ok,ok...Fui sim procurar um livro bacana...Em cima da minha mesa só tem dicionários, pô!!!! Ia ficar meio estranho, não acham?)

Muitos beijos a todos e até qualquer momento em edição extraordinária.

Ah!!! E contem aqui pra gente como foi a corrente pra vocês. 



Escrito por Ana Paula às 12h17
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Queridos amigos,

Depois de 15 odiosos e torturantes dias sem computador, eis-me aqui de volta, cheia de saudades e cheia de disposição pra recuperar o tempo perdido.

Vocês já são uma parte tão importante na minha vida, que passei esses dias me sentindo sozinha no planeta.

Não foi nada, já passou.

Amo vocês!!!!

 .............................................

 

 “Se não fosse, não era”.

 

 

My sweet George...

Falei nele essa semana. Sobre tudo o que ele e sua música significam pra mim e da importância de ambos na minha vida, num programa de rádio em que eu e o Danilo participamos (olha a Quizumba aí, gente!!!) . Foi bárbaro, mas essa parte da história, ele mesmo vai contar.

Pois bem. Ontem já meio de saco cheio de zapear a televisão e considerando a possibilidade de talvez dormir, dei de cara com “Concert for George” começando. Oba!!! Parece que alguém respondeu meu SOS.

O show mal tinha começado e eu já vislumbrava o que ainda estava por vir, ou seja: choradeira certa.

O Mau já tinha avisado que o trabalho ia varar a noite adentro. Minhas duas companheiras se encontravam; uma babando desmaiada no sofá, outra roncando, com as quatro patas pra cima dormindo de boca aberta aos meus pés (minha filha e minha cachorra respectivamente).Resumindo: estava sozinha.

A primeira coisa que me veio à cabeça num momento como esse foi desejar imensamente que meus amigos Marina e Danilo, minha prima Bárbara (companhias perfeitas para reverenciar George Harrison), uma generosa bacia de pipoca e várias caixas de Kleenex estivessem comigo. O único inconveniente dessa reunião seriam as manchetes dos jornais do dia seguinte, relatando a estranha tromba d’água que quase extinguiu o bairro da Pompéia...

Eu estava certa. Foi um show carregado de emoção do começo ao fim, começando pela presença de Dhani Harrison tocando o tempo todo no palco: 2ª via do pai, sem tirar nem pôr. A emoção do Eric Clapton, também foi muito tocante (não Danilo, não mudei minha opinião sobre ele...) e a precisão nos solos antológicos de “My Sweet Lord” e “While My Guitar Gently Weeps” foi mesmo de balançar até mesmo os corações mais empedrecidos.

Foi uma verdadeira avalanche de momentos de extrema emoção entre músicas e depoimentos, sem que o pobre espectador tivesse tempo de se recuperar da porrada. Ver o Albert Hall lotado, com todo mundo de pé cantando My Sweet Lord junto com Billy Preston...Inenarrável. Maravilhoso. Fui dormir de olhos inchados.

Hoje, dia 1º de maio, é aniversário da minha prima Bárbara, pessoa importante na minha vida, cuja influência se mistura e se confunde com a que o Harrison exerce sobre mim, não sei se ele por causa dela ou o contrário, ou tudo ao mesmo tempo.

E por ela ter sido adolescente em plena febre do Fab Four, não tive dúvida: liguei pra ela e pus pra tocar My Sweet Lord no telefone.Quase matei minha prima, mas refeitos os ânimos, ela me disse que não queria outro presente melhor do que esse – “Ele sempre foi o meu favorito... O George Harrison se não fosse, não era...”.

Palavras da minha prima Bárbara. E quem sou eu pra contestar!

Ana Paula



Escrito por Ana Paula às 01h13
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Nós Mesmos


DANILO
Com quem: Má e Malu
Onde: Sampa
Quando: 1973
Como: The Beatles

*******

ANA PAULA
-Carioca, flamenguista, libriana e bocuda
-Idade suficiente pra votar, dirigir e ver filme impróprio
-Casada com o Mau, mãe da Marina e dona da Moya
-Paulistana há 12 anos com simpatia pelo Verdão

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