SHOW
Yes! A Brasil 2000 é mesmo uma MÃE! Faturei mais um prêmio! Desta vez, dois ingressos para o show da banda inglesa "The Lurkers", lenda do punk rock mundial que comemora seus 26 anos de carreira. Vai rolar amanhã lá no Hangar 110.
Estão a fim de ir também? Pois esta Quizumba dá o serviço:
The Lurkers (UK)
Abertura: Inocentes, Lambrusco Kids e Borderlinerz
Dia: 01/05/2004 (sábado) - Horário: 19hs
Local: Hangar 110 - Rua Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro - São Paulo – SP
Info: (11) 9389-3365 - 229-7442
Ingressos: R$ 15,00 (antecipados) e R$ 20,00 (porta)
Fui!
Escrito por Mahabharata às 18h07
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LICENÇA POÉTICA
Não sei se todo mundo reparou numa frase que botaram na imunda bocarra do balofo Eric Cartman, no último episódio de South Park, exibido pela MTV na terça passada. Já adianto que foi muito tosca e bem pior do que a já baixa e adorável média do desenho. Vou contar.
A estória dessa vez era sobre a batalha campal entre EUA e o conglomerado Afeganistão/Taleban/Bin Laden. Os meninos americanos, instigados pela escola, enviaram aos afegãos envelopes contendo notas de 1 dólar, com o objetivo de ajudá-los na reconstrução do país ou algo que o valha. Pois bem. Quatro meninos afegãos parecidos com Stan, Kyle, Cartman e Kenny receberam os tais envelopes e, diante da completa devastação de seu país, não entenderam é porra nenhuma. Mas resolveram retribuir a gentileza, enviando aos seus coleguinhas americanos um bode.
Quando o animal foi recebido, eles acharam por bem não ficar com o presente, decidindo, logo após, enviar o caprino de volta ao seu lugar de origem por meio dos aviões americanos que estavam decolando para a guerra. Óbvio que, empurrados sem querer para dentro do avião, foram parar lá no Afeganistão. E é aí que surge a podreira: Cartman, assustado com o que vê naquele país devastado, diz uma frase legendada quase que da seguinte forma:
- Putaquipariu! Isto aqui é um lixo! Que merda de lugar! Isso aqui tá parecendo Osasco!
Sim! O Eric mesmo comparou aquele Afeganistão com outro lugar horrível que não consegui traduzir naquele momento, mas o tradutor achou por bem substituir a tal pocilga mencionada pela cidade de Osasco! Interessante, não?
Não nasci em Osasco – sou paulistano – e só a conheço porque fizemos em 1996 uma temporada de teatro por lá, mas creio que, assim como o próprio Eric Cartman, essa cidade paulista, por pior que porventura seja – frisando que, do pouco que vi, não o é – foi vítima do extremo mau gosto do idiota do tradutor. Quem ele pensa que é para socar no texto uma merda dessas? Acho que não sirvo de exemplo para porra nenhuma, mas devo dizer que o criador dessa, digamos, "licença poética", precisa ser banido o quanto antes da televisão brasileira.
É foda! Quanto mais eu rezo, mais imbecil aparece!!
Até.
Escrito por Mahabharata às 15h44
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LIBERDADE, AINDA QUE À TARDINHA
Ahhhhh.... graças a Deus instalaram, finalmente, TV a cabo lá em casa! Não agüentava mais a tosqueira jorrada diariamente sobre nós pela chamada "tevê aberta". Ao longo desses quase dois anos tendo que ruminar tão-somente a programação de Globo, SBT, Rede TV, Band, Record, Gazeta – o que salvava era a Cultura, a MTV e, com Seinfeld, Will & Grace e Larry King, a Rede 21 –, digo que realmente ficamos escravizados, acorrentados e torturados pelo mau gosto dos diretores de televisão.
Claro que algumas coisas acabavam agradando, mas, na maioria das vezes, a ânsia e a dor nas entranhas causadas pela má qualidade dos programas televisivos brasileiros predominavam.
E não é preciso fazer tanto esforço para exemplificar o rebosteio televisivo que menciono. Talk-show de meia pataca, novelas surreais com argumentos inverossímeis, programas humorísticos escritos e dirigidos por sacripantas recém-saídos do ensino fundamental, notícias requentadas, violência injustificada alimentando a porra do ibope, fofocas, apresentadores de tevê ignorantes e todo o tipo de inutilidade quase que carcomeram meus pobres e esforçados neurônios. Um exemplo? Vejam só o caso da Rede TV, que cisma em manter um programa capitaneado por um boçal chamado João Kleber. Apelativo às tampas por ser totalmente desprovido de talento, o cara tem a manha de nos apresentar os piores lixos da tevê. Segunda-feira passada eu tive a coragem de assisti-lo, porque, já angustiado por ter que ficar restrito à lama e ao caos, estava eu passando de canal em canal quando me deparei com um concurso feito por ele, em que seria escolhida a nova parceira do imbecil do Alexandre Frota para seu novo filme pornô. Uma beleza! Para minha tristeza, resolvi encarar a bagaça de frente para ver até onde aquele lixo iria.
Pois lá estavam duas jovens, com um desespero peculiarmente travestido de simpatia, respondendo ao interessante questionamento do senhor Kleber:
- Vem cá, minha filha: você tem certeza que quer isso para sua vida?
- Lógico! Não tô roubando, não tô fazendo programa! Quero isso sim!
- Então você deve saber que você fará sexo mesmo, dois, três dias seguidos! Você faria sexo oral com o Alexandre Frota?
- Faria!
- E sexo anal, você faria?
- Faria!
- Mas... você já fez sexo anal com seu namorado?
- Não...
- Mas com o Alexandre Frota você faria?
- Faria sim!
- (Para a platéia delirante) Então quer dizer que você transaria com o Alexandre Frota?
- Claro!! Agora mesmo, se ele quiser! Hihihihihihi....
- Agora?!?
- É... agora! Hihihihihihihi...
Bonito! No final, o corpo de jurados (só lembro que uma de seus membros atende pelo nome de Rita Cadillac) decidiu escolher uma delas, a que parecia ser a mais safada. O diálogo:
- Você é safada?
- Bom... eu... sou... safadinha... hihihihihihi
- Safadinha ou safada?
- Safada...
- Ahn, então tá!
Bom, o programa acabou e eu, rapidamente, fui até a cozinha, entornei um Eno e fui dormir o sono do justos, torcendo por dias melhores. E eles, ao que parece, vieram! Afinal, que eu me lembre, não ataquei pedras na cruz, meu Pai! Ufa!
Até.
Escrito por Mahabharata às 15h11
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NEURÔNIOS QUEIMADOS
Maradona está no beiço do macaco por causa da porra da cocaína. Entupiu sua cachola com a descomunal quantidade de farinha cheirada por mais de uma década. É irreversível seu estado. Acabou.
Se bem que não chegou ao ponto do maravilhoso John Belushi, que morreu em março de 1982 por causa de uma overdose de speedball (cocaína com heroína), mistura, aliás, que quase matou a gostosa Julienne Davis, a garota que o Sydney Pollack comeu (ou quis comer) em seu banheiro, em "Eyes Wide Shut".
Pois sim. Belushi, como Maradona, era viciado em cocaína. Soube um pouco mais de sua breve história no Larry King de domingo à noite, que entrevistava Dan Aykroyd e a ex-mulher do blues brother morto. Que não estaria assim caso fosse tratado, diga-se. Mas vi que não deu tempo. Lá se foi aos 33 anos, deixando uma porrada de coisas a fazer por aí. Uma merda.
Viciados são doentes, merecem estar no hospital, em tratamento.
Já os usuários que, num primeiro momento, não atingem esse estado patológico, também têm que ser tratados, mas de outra maneira. Não podem e não devem ser presos, como fizeram com o Marcello Anthony, que, convenhamos, foi um idiota. Onde já se viu comprar maconha com cheque? Mas isso são outros quinhentos. O que importa mesmo é a sociedade saber que pessoas normais também dão um tapa quando lhes der na telha e pronto. E que não são criminosos por isso.
É preciso deixar de lado essa hipocrisia. Como? Descriminalizando o uso, oras bolas. Tudo bem que em se tratando de Brasil tudo fica mais difícil. Mas é essa a solução. Só assim a fuleiragem que compra minas terrestres e jacuzzis com o dinheiro fedido oriundo do tráfico vai ficar de mãos atadas. Do contrário, tudo vai redundar no que vemos por aí. Aliás, devo dizer que o tráfico deve ser punido com um rigor absurdo, porque é um daqueles crimes mais covardes, já que o traficante se utiliza de pessoas doentes para enriquecer. O tráfico de entorpecentes, junto com a corrupção, são os maiores cancros dessa nossa sociedade. Advêm deles esse budum descomunal, essa podridão do caralho. Dentre os vários exemplos – talvez os mais tristes estão espocando na agora diminutiva Cidade Maravilhosa –, peguemos o caso daquele cretino do Buba, "famoso" por ter ficado confinado no Big Brother. Acabei de ler no Folha Online que o cara foi pego no aeroporto de Curitiba com 18 pastilhas de ecstasy e uma muca de maconha. Se o Brasil largasse de ser trouxa e parasse de chupinhar esse modelo norte-americano de repressão aos entorpecentes, adotando, com responsabilidade, o modelo europeu, sabe o que faria com o disinfiliz do BBB? Duas respostas: se o esctasy e a diamba fossem para consumo próprio, ela deveria ser apreendida e, quanto ao imbecil em questão, seria devidamente encaminhado a um órgão do governo responsável por instaurar um PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO que redundaria num tratamento ambulatorial ou algo similar para o sacripanta. Sem algemas, tapões e/ou encoxadas atrás das grades.
Mas, do contrário, se a polícia curitibana tiver razão ao indiciá-lo por tráfico porque "a quantidade encontrada excede o volume considerado para uso pessoal", o ecstasy apreendido teria como destino o podre LUCRO, muito provavelmente por meio de suas casas noturnas. Nesse caso, o cara deveria ser trancafiado por um bom tempo. E currado por seus companheiros de forma intermitente, que é pra largar de ser palhaço. Queria encher o rabo de grana às custas de neurônios alheios? Que vá para a puta que o pariu.
É isso.
Escrito por Mahabharata às 12h51
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