Well,well...
Demorou, mas aqui estou, e em dose dupla, fazendo dobradinha com o impagável provocador Anacleto Pantoja...Isso é que é voltar em grande estilo.
Como eu já havia antecipado, foi uma semana de muitas mudanças. Um tanto radicais, mas extremamente positivas. Mudanças de emprego, de perspectiva de vida, mudança de astral...É bom mudar!
Mas...(sempre tem um"mas"...tava indo tão bem...)existem coisas que não vão permanecer "imexíveis" até o fim dos tempos, e é com base nessa constatação que hoje eu escrevo pra vocês sobre:
A VOLTA DA VACA VELHA
Ela mesma. A sinistra. A nefasta. A cretina. A mal-amada. A filha da puta da minha vizinha.
Sem querer me extender muito no assunto, vamos começar nossa história a partir do domingo.
Pra coroar a semana de fortes emoções, no domingão fomos assistir à apresentação da banda de um amigo, a Imminent Chaos ( muito boa!) no Paço Municipal de Santo André e a programação seria encerrada com show do Ratos de Porão.
Absolutamente in-crí-vel !!!
Os tios roedores ainda têm muita lenha pela frente, estão tocando muito bem. E ainda tem o João (ex)Gordo que é realmente um capítulo à parte.
Eu sempre gostei desse cara, e por mais absurdo que pareça, só não tinha ainda o visto cantar. Que presença! Discurso corretíssimo, e, principalmente, que carisma!
Voltamos pra casa felizes e contentes. Semana fechada com chave de ouro e na segunda feira o Mau ia começar no novo emprego.
Estávamos cansados, pero no mucho, e sentimos que ainda sobrava uma ponta de ânimo pra mais uma comemoração(é isso mesmo que vocês estão pensando...).
Ok! Um banho gostoso, um puta clima...beija, abraça, etc e tal, quando de repente...
Um carro parando abruptamente bem embaixo da minha janela. Até aí, nada que merecesse a interrupção da nossa atividade.
Começou com um portão batendo: é assim que o vizinho-filho chega todos os dias.
Ai, ai, ai ...Tudo bem, a essa altura tentava desesperadamente não desconcentrar do meu objetivo, mas...tarde demais.
Vozes. Vozes alteradas. Vozes em franco bate-boca, tudo isso bem embaixo da minha janela, e aproximadamente à 1 hora da manhã.
Não vou reproduzir aqui o diálogo por medo do UOL banir nossa Quizumba da blogosfera por falta de decoro. Uma coisa eu posso garantir pra vocês: não existe no universo ovo de codorna, amendoim, ostras, restaurante japonês, Viagra, e o escambau, capaz de resistir às espetaculares performances da minha vizinha, principalmente as noturnas com o filho breaco. E pra quem estiver precisando de um bom método anticoncepcional, é só falar comigo. Mande seu email aqui pra Quizumba com seu endereço completo que eu mando pra sua casa um exclusivíssimo CD com a voz da vaca velha - é batata!
Ana Paula
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(Anacleto Pantoja)
Matéria publicada no site da BBC em 29/03/2004:
"Joênia Batista Wapichana, assessora jurídica do Conselho Indígena de Roraima, quer que a OEA pressione o Brasil a concluir a demarcação de 1,7 milhão de hectares de terras indígenas na região conhecida como Raposa Serra do Sol, em Roraima, onde vivem cerca de 15 mil índios divididos em 159 comunidades dos povos Wapichana, Macuxi, Patamona, Ingaricó e Taurepang. Em 1998, depois de 11 anos de luta, o Ministério da Justiça aprovou a criação da reserva e recomendou a demarcação. Mas, desde então, estamos esperando a homologação da Presidência da República, que é a última etapa, e até agora nada", disse Joênia Batista, do povo Wapichana, que se tornou em 1997 a primeira índia brasileira a se registrar como advogada. A assessoria de imprensa da Presidência da República confirmou que o caso está na Casa Civil aguardando análise para ser então assinado (ou não) pelo presidente. Ainda não há prazo para a decisão."
Não seria hipócrita de dizer que não sou racista (defendo a tese de que todo nós somos pelo menos um pouquinho). Acho que os índios devem ser respeitados na sua pura e simples condição de cidadãos brasileiros e concordo também que eles têm o direito à terras demarcadas, reservas indígenas à fim de preservar sua dignidade e sobrevivência. Porém, sejamos realistas: 1,7 milhão de hectares são mais de cem hectares para cada índio! É terra pra cacete! O que é que índio produz de tão importante para o crescimento do nosso país que vá precisar de tanta terra assim, meu Deus do céu?
Aí você vai me dizer: "Porra Pantoja! Antes do Cabral chegar aqui isso tudo aqui era deles..."
Concordo! Mas já pesquisei a fundo minhas origens. Na minha árvore genealógica, não tenho descendência de nenhuma raça que colonizou esse país. Talvez seja, ainda que distante, descendente de índios (acho que tive uma bisavó índia)! E não sou dono do metro quadrado em que piso! Tenho que trabalhar feito um cão pra pagar as minhas contas, meu aluguel, meu IPTU e não tenho nenhuma FUNDOVARQUITMOF (Fundação-nacional-do-velho-aposentado-rabugento-que-ainda-insiste-em-trabalhar-senão-morre-de-fome), pra defender meus interesses. Quando preciso, caio nos braços aconchegantes do INSS.
Chico Mendes, pagou com sua vida por anos de luta por posse de terras, mas com o propósito de prover o sustento de milhares de seringueiros que tinham suas sobrevivências e de suas famílias ameaçadas. Gerou trabalho, renda, crescimento econômico e social. Várias comunidades indígenas que teoricamente viveria do extrativismo já têm outros ideais. Já tivemos índio vereador, deputado, índio de celular, índio de caminhonete importada...
Assumam uma posição! Ou vão pra rede descansar enquanto suas mulheres trabalham, ou TRABALHEM, PRODUZAM... Ajudem-nos a fazer essa porra de país crescer!
Anacleto Pantoja.
Escrito por Ana Paula às 01h15
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