SHOW DO LEO JAIME - IMPRESSÕES
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ELE É PURO ÊXTASE!!!
Quem é rei, jamais perde a majestade...
Lógico, tô falando do Leo Jaime!
Ontem no Na Mata Café, em meio a globais, famosos e anônimos em geral estávamos, nós, quizumbeiros, pra não deixar passar nada.
Que show!!!
Logo nos primeiros acordes de "Rock Estrela" a coisa já pegou fogo. Um incêndio devorador que só aumentava a cada música e quase foi preciso chamar os bombeiros pra jogar água pro pessoal ir embora.
E o fogaréu continuou com "Rock da Cachorra", "O Pobre", "Mensagem de Amor" (magnífica!!!), "Só", tranformada num blues pesado inacreditável... (por quê que eu não peguei o set list?...) e "As Sete Vampiras", apoteótica, além de uma versão ultra hardcore de "Ciúme", do Ultraje a Rigor... UAU!!! E teve "Solange", não fosse o Leo cantando dava par "ver " Sting, Andy Summers, e Stewart Copeland no palco...
Aqui cabe uma explicação. Outro dia eu esculhambei o Caetano por causa dos vacilos dele no show dos 450 anos. O Leo derrapou em algumas letras, é verdade, e cantou "Ciúme" com papel na mão. E eu o esculhambaria do mesmo jeito, se não tivesse acompanhado todo o processo que antecedeu o show, das dificuldades que o Leo encontrou, enfim, diversos fatores que, atrevo-me a dizer, duvido muito que tenha acontecido o mesmo com o Caetano. Mas que fique bem claro: nada disso atrapalhou, foi um puta show!!!
O Leo continua em excelente forma e antes que alguém diga: "ah, mas ele engor..." Gente!!! Rock'n Roll não tem disso não!!! Ele manda muito bem acompanhado de uma banda infernal. Destaque para o guitarrista, competente, preciso com solos maravilhosos saindo facinho, facinho... E ainda tem o Mingau, que dispensa comentários: o cara manja e pronto!
Bem-vindo, Leo... demorou!!!
Ana Paula
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EFEITO BUMERANGUE
Foi um show emocional, apesar de tudo.
E de cara friso o "apesar" porque fui ontem ao "Na Mata" esperando apenas muita diversão e bons momentos do novo trabalho de Leo Jaime, "As Novas, as Velhas e as Outras".
Ok. Como descrito no post abaixo, fui sorteado pelo próprio cantor e compositor e fiquei muito feliz de ter podido estar lá com a galera, mas isto não quer dizer que minha experiência lá no show tenha sido puramente emocional, como foi para a grande maioria da agitada e ansiosa platéia. E aqui voltamos ao começo do texto, já que pretendo analisar uma das vertentes da nova fase de Leo Jaime de uma maneira distanciada, sem emoções à flor da pele.
E partindo desse pressuposto, vou logo dizendo que gostei pra caralho do que tive o prazer de testemunhar. A banda que o Leo Jaime escolheu, ainda que carente de alguns ensaios, estava muito afiada. Nesse ponto, devo afirmar que o cara teve a manha de escolher os músicos, a começar pelo baixista Mingau, grande, sonoro e talvez o mais famoso coadjuvante do rock nacional, simplesmente por já ter passado por Inocentes, Ultraje, Dinho Ouro Preto e outras figurinhas carimbadas que agora me escapam. Ao que parece, é ele, Mingau, quem domina a cozinha e lidera o meio-de-campo do ótimo momento do protagonista deste texto. E o guitarrista - que agora não me lembro do nome - abusando do wah-wah também foi o ponto alto da noite com seu bem dado feedback geral às bem sacadas histrionices do capitão do time, que é tão famoso quanto o timbre de sua voz. Pois é. O jogo estava ganho e todo mundo percebeu. Timing perfeito!
Quanto aos arranjos, infelizmente não perguntei ao Leo quem foi responsável pelo bom trato dado às canções - se bem que pude ter dele a confirmação de que, de fato, foi ele quem indicou o Cazuza para o Barão Vermelho -, mas logo na sua primeira e sofisticada "Rock Estrela" já senti que a balada seria ótima. E daí pra frente vieram vários outros daqueles sensacionais sucessos oitentistas que acabaram por fazer do compositor o ícone que todos conhecemos. Tenho também que destacar "Solange", uma das mais legais e cafajestes homenagens ao Police e, talvez, a melhor paródia do rock nacional. E dá-lhe air guitar – saí do "Na Mata", com a impressão, inclusive, que meus indicador e polegar direitos estão até meio desgastados...
Mas o mais curioso eu concluí no final: até pelo fato do cara não ter estado na mídia há tempos, nunca imaginei que conhecia tantas músicas do Leo Jaime! Uma atrás da outra, logo nos primeiros segundos em que eram desfiadas minhas sinapses já faziam com que eu as reconhecesse, vindo à minha memória, em seguida, as várias e longínquas lembranças e momentos causados por suas músicas. A impressão que ficou é a de que eu nunca sequer tinha deixado de escutá-las.
O motivo? Simples: as idéias de Leo Jaime e de seus comparsas realmente pululam no imaginário popular nacional. Posso até não estar contando alguma novidade, mas pela experiência vivida ontem, afirmo tranqüilamente que "As 7 Vampiras" e "Mensagem de Amor", por exemplo, são verdadeiras manifestações do inconsciente coletivo. Viagem ou não, foda-se. O que importa mesmo é que adorei o show também por isso, por ter chegado a essa conclusão, por ter tido a chance de estar lá, no local e horário certos, muito confortável e satisfeito com o rock'n roll e o bom humor do nosso "host", mais uma vez absurda e devidamente absorvidos por meus neurônios. É... acho que deu pra perceber que a festa foi boa!! Leo Jaime tem ainda muita lenha pra queimar! É bacana saber que depois de um longo inverno poderemos contar, de novo, com suas ótimas criações.
Danilo Chavagóia
Escrito por Mahabharata às 21h56
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NA FAIXA!!
Yes!
Os sortudos escribas deste esforçado blog estarão hoje à noite curtindo o show do sensacional - e também blogueiro, diga-se de passagem - Leo Jaime! É isso mesmo! Fomos sorteados pelo próprio para assistir a estréia de seu novo show ("As novas, as velhas e as outras") lá no Na Mata Café (Rua da Mata, 70 - Itaim - Sampa). Bacana pracaraio!!
Óbvio que vai ter post nosso comentando a nova fase do criador de "Sonia", "Fórmula do Amor" e "As 7 Vampiras", entre outras!
Ah! Ó o SERVIÇO: Leo Jaime vai fazer uma temporada naquela casa neste mês de março, todas as quintas, depois das 22 horas! Vam'bora todo mundo lá?
Até!
Escrito por Mahabharata às 16h11
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OUTDOOR
Fui obrigado a escrever um post sobre um tema nem um pouco agradável: o ÓDIO.
Esse horrível sentimento, ao longo da história, infelizmente teve grande relevância. Foi com o ódio insculpido dentro da alma que homens esquartejaram, violentaram, mataram, estupraram e roubaram seus semelhantes. E não falemos só de criminosos, porque o Estado teve (e ainda tem!!) sua grande parcela contributiva na distribuição do ódio pelo mundo. Apenas para exemplificar, vejamos o que Michel Foucault pesquisou e nos reportou a respeito:
"... Damiens fora condenado a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris aonde devia ser levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras; em seguida, na dita carroça, na praça de Grève, e sobre um patíbulo que aí será erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o parricídio, queimada com fogo de enxofre, e às partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento.
Finalmente foi esquartejado. Essa última operação foi muito longa, porque os cavalos utilizados não estavam afeitos à tração; de modo que, em vez de quatro, foi preciso colocar seis; e como isso não bastasse, foi necessário, para desmembrar as coxas do infeliz, cortar-lhe os nervos e retalhar-lhe as juntas...
Acendeu-se o enxofre, mas o fogo era tão fraco que a pele das costas da mão mal e mal sofreu. Depois, um executor, de mangas arregaçadas acima dos cotovelos, tomou uma tenazes de aço preparadas ad hoc, medindo cerca de um pé e meio de cumprimento, atenazou-lhe primeiro a barriga da perna direita, depois a coxa, daí passando às duas partes da barriga do braço direito; em seguida os mamilos. Este executor, ainda que forte e robusto, teve grande dificuldade em arrancar os pedaços de carne que tirava em suas tenazes duas ou três vezes do mesmo lado ao torcer, e o que ele arrancava formava em cada parte uma chaga do tamanho de um escudo de seis libras..." ("Vigiar e Punir", 25ª edição, Editora Vozes, pág. 9).
Muito tempo depois, Adolf Hitler quis se achar superior e, acrescentando ódio ao seu egocentrismo, assassinou milhares de pessoas de maneiras tão cruéis quanto a acima descrita. E, lógico, as atitudes do Füher trazem conseqüências também carregadas de ódio. Apenas para dar um exemplo comezinho, o boneco de cera que fizeram dele no Madame Tussaud de Londres está envolto por uma redoma inabalável.
Falem aí: é muito ódio, né não? Pois é. O pior é que nem podemos dizer que esse PESO todo é prerrogativa de nossos antepassados, já que hoje em dia até cansamos de testemunhar o ódio ser facilmente disseminado. É ele que solta bombas no Iraque, que faz os homens construir muros para segregar outros homens - como no eterno embate "Israel versus Palestina", além da construção, ainda quando uma parte do mundo estava sob a égide da porra do nazismo, do famoso "Gueto de Varsóvia", tão bem retratado no maravilhoso "O Pianista", do Polanski -, faz outros homens destruir prédios imensos atirando-lhes aviões seqüestrados, ambos recheados de inocentes, além de estimular, ainda, um certo e imbecil presidente a propor mudanças na Constituição de seu país apenas para proibir que os homossexuais façam valer seus direitos.
E essa aberração - a de George W.C. Bush, por favor! - puxa um outro triste elemento dessa estória toda: o PRECONCEITO. Aliás, uma pergunta: é o ódio que advém do preconceito ou é o preconceito que advém do ódio? Qual é o ovo e qual é a galinha? Acredito na segunda assertiva, mesmo porque é de mais fácil averiguação. Dia desses pude testemunhar o preconceito racial aberto e rasgado assistindo ao ótimo e irregular filme "A Outra História Americana", que tem um tatuado Edward Norton na pelo do skinhead matador da estúpida e infame facção dos "white power", que antes de ser preso por assassinar dois negros, ser violentado na tranca por seus amiguinhos branquinhos para depois se arrepender de alimentar tanto ódio, expulsa de casa o namorado judeu de sua mãe, desestruturando sua família ao exercer sua então fétida influência sobre seu irmão caçula. Nesse aspecto, o preconceito advindo do ódio torturou, violentou, enforcou e dizimou milhares de negros. E é péssimo dizer que muitas vezes - perdoem a simplicidade da frase - foi o Estado quem praticou esses crimes.
Por fim, tenho que contar ainda que tive a oportunidade de ver o ódio escarrado bem de perto uma vez. Foi numa audiência judicial, em que um rapaz estava sendo julgado por um homicídio que cometera. Assistindo a audiência, pude ver o ódio embutido no olhar da irmã da vítima, que mirava o réu, assassino de seu ente querido, provavelmente desejando sua morte, dando fôlego, mais uma vez, à enorme bola de neve chamada violência. O doentio olhar daquela garota, feliz ou infelizmente, tornou-se inesquecível.
Fiz essas óbvias digressões porque, lógico, fui estimulado a fazê-las. Vindo ao trabalho hoje, vi estampada num outdoor da avenida Cruzeiro do Sul a propaganda da nova canastrice da porca Record, de nome "Metamorphoses", seguida pela frase: "ÓDIO COMO VOCÊ NUNCA VIU". Como assim?!?!? E eu lá quero ver ódio, caralho? Quanto a isso, já me basta ter que abrir os jornais todos os dias e dar de cara com a violência generalizada na sociedade - além da lembrança do olhar da menina para o algoz de seu irmão! Agora, como se aquilo tudo já não bastasse, vem a porra da Record, pouco tempo depois de ter chutado a santa, querer disseminar mais ódio? Sai pra lá! Vão catar coquinho no mato! Por que será que não veiculam algo mais educativo, com fins realmente sociais, mais prazeroso e estimulante ao nosso povo, ao invés de esculhambá-lo ainda mais? Só há um motivo: porque são uns inúteis mequetrefes!
Eu quero é PAZ e AMOR! Captou, Igreja Universal? E já que afastou o tal do Bispo Rodrigues por corrupção, que tal afastar também, na mesma leva e embalo, seus diretores de programação? A sociedade agradece!
Até.
Escrito por Mahabharata às 15h01
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CRÍTICA LITERÁRIA
Há tempos Daniela Abade nos diverte com as notícias e com os GERADORES de LETRAS de seu lindo e formoso Mundo Perfeito. Agora, devidamente alertado pela Alessandra, fui lá conferir o que há de novo naquele front. E adorei!
Tá com vontade de, como eu, fazer algo, digamos, DIFERENTE e não ser obrigado a ver estrelas? Ora, ora ora! Vai lá e produza seu texto!
Mas, antes, leia aí abaixo minha cabulosa e polêmica crítica à inesquecível obra literária de Adriane Galisteu, expelida em 1995 por Nirlando Beirão com o sugestivo título: "O Caminho das Borboletas".
"Fernanda Young
É forte, mas é isso. O que dizer de uma obra em que a parte mais interessante é a descrição de uma teta de anta anêmica? "O Caminho das Borboletas" é um erro do início ao doloroso fim. Provavelmente Adriane Galisteu nunca encarou um Platão antes de se aventurar a escrever. É uma pena, porque isso evitaria a quantidade de Fernanda Young que despeja em cada capítulo.
O livro não tem perspicácia e muito menos história. Ele tenta, de alguma forma tortuosa, seguir Euclides da Cunha - mas não é preciso dizer que não chega a lugar algum. O enredo parece ter sido construído da batida descontrolada de um Paulo Coelho iletrado. Os personagens se resumem num punhado de pseudo-idéias pescadas de uma fossa - o mais complexo deles se qualificaria no mundo real como um besta-fera em estado comatoso.
Pode parecer crueldade, mas não é. Desde que avistei a cóclea de Santo Agostinho, isso foi o que mais afetou minha sonolência. Só consegui terminar o livro porque tinha a perspectiva de reler um Machado de Assis assim que chegasse ao fim. E se a história tivesse duas páginas a mais eu acabaria acreditando que o Nando Reis é um bom cantor. Se ao menos Adriane Galisteu escolhesse por caminho o Parnasianismo, o sacrifício seria menor e o supremo esforço de acompanhar tal prosa acabaria causando menos estragos aos meus sofridos neurônios.
"O Caminho das Borboletas" tenta nos conduzir a um buraco sem fundo, feito de cretinice e cercado de catarros vãos.
Substancioso, não? Agora é a sua vez! Divirta-se!
Até.
Escrito por Mahabharata às 16h30
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FELIZ ANO NOVO! (De novo)
Finalmente começa hoje o ano novo no Brasil!
Tá na hora de reaquecer as esperanças, esquentar os motores, engatar uma primeira, q eu tô achando que agora vai.
Não tem mais desculpas. Carnaval já passou e se nada mais impedir o Brasil começa a funcionar.
Vamos reavivar nosso sonhos, retomar o bom ânimo de tocar a vida pra frente.
E que tal uma faxina pra garantir um bom começo?
(recebi esse texto por email, atribuindo a autoria a Carlos Drummond de Andrade...será? Quem souber, please, email para a Quizumba!)
FAXINA NA ALMA
Não importa onde você parou... em que momento da vida você cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo... É renovar as esperanças na vida e o mais importante. Acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado... Chorou muito? Foi limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora... Pois é... agora é hora de reiniciar... de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo. Que tal um novo emprego ? Uma nova profissão ? Um corte de cabelo arrojado. Diferente? Um novo curso... ou aquele velho desejo de aprender a pintar... desenhar... dominar o computador... ou qualquer outra coisa... Olha quanto desafio... quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando. Tá se sentindo sozinho? Besteira... tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"... tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza... nem nós mesmos nos suportamos... ficamos horríveis... o mal humor vai comendo nosso fígado... até a boca fica amarga. Recomeçar... hoje é um bom dia para começar novos desafios Onde você quer chegar? Ir alto... sonhe alto... queira o melhor do melhor... queira coisas boas para a vida... pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos... pensamos pequeno... coisas pequenas teremos... já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor... melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental... joga fora tudo que te prende ao passado.. ao mundinho de coisas tristes... fotos... peças de roupa, papel de bala... ingressos de cinema... bilhetes de viagens... e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados... jogue tudo fora... mas principalmente... esvazie seu coração. fique pronto para a vida... para um novo amor... Lembre-se somos apaixonáveis... somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes... afinal de contas... Nós somos o "Amor"... Porque somos do tamanho daquilo que vemos, e não do tamanho da nossa altura.
Eu tô pensando seriamente em seguir essa sugestão. Alguém mais?
(Obrigada Marina pelo texto!)
Escrito por Ana Paula às 20h24
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THE DAY AFTER
Ok. Ao contrário do afirmado no post anterior, a festa realmente não foi bacana. Muito pelo contrário: foi de dar nó nos bagos! Musicais batidos, gravatinhas-borboleta, sorrisinhos egocêntricos, a eterna empáfia hollywoodiana... ninguém merece!
Aliás, ninguém merecia também as personagens escaladas pelo SBT para apresentar a bagaça aos brasileiros:
- A tal da Cândida era só sorrisos forçados e cada vez que "Cidade de Deus" perdia numa categoria ela vomitava comentários da laia: "Ah... mas é difícil mesmo concorrer com uma trilogia do porte de Senhor dos Anéis" ou "Olha o vestido da mulher de tal ator". Essa era uma que estava na hora e no local errados!
- Rubens Pancake comentando "Hummm... mas o Michael Douglas está acabado, né?". "Menas", Ewald...
- O que era aquela Babi no camarote da Brahma, meupaidocéu? A mulher tá horrível, estranha – e com aqueles beiços siliconados, então, parecia uma traveca véia do Porto de Santos! E que jabazaço feio, hein? Ela chegou ao ponto até de proferir que a porra do "B" tatuado em seu braço (!?!?!) era "um 'B' de Brahma". Ora, Babi, vá pentear macaco no mato!
Quanto aos resultados da premiação estadunidense, o foda mesmo foi ver o "Cidade de Deus" submetido à aprovação da "Acadimia" tão impunemente, mal-comparando o puta filme de Meirelles com aquelas megaproduções hollywoodianescas. "City of God" não trouxe sequer um careca d'ouro porque era a vez do "Senhor dos Anéis". Simplesmente isso. A velharia acadêmica deixou de premiar "O Senhor dos Briocos D'Ouro" das outras vezes para poder encher os caras de estatuetas no terceiro e último capítulo da saga. Assim, CdD ficou sem nada!
Mas o que revoltou um pouco minhas entranhas foi ver a maravilhosa e muito bem fundamentada Fotografia de César Charlone perder para a do infeliz e inútil "Mestre dos Mares", assim como a foderosa Montagem de Daniel Rezende perder para a que nos contou a contribuição daqueles nelsons-neds peludos ao reinado de Aragorn, já que, nas duas, o trampo brasileiro é claramente superior tanto à feita pelo australiano Russell Boyd, como também ao trabalho realizado pela tchurma de Jamie Selkirk.
Achei que essas duas premiações em particular foram injustas. Mas, quer saber? Phoda-se! Até porque só há uma explicação para Daniel Rezende não ter voltado com seu carequinha gringo, devidamente resumida no seguinte diálogo captado no dia anterior ao megaevento por microfones muvucados num dos almoxarifados do Kodak Theatre, provavelmente plantados pela Al Qaeda:
- ... oito, nove, dez... ihhhhh... fudeu!
- O quê?
- Meu, você não sabe: "Senhor dos Anéis" ficou só com 10 Oscars!!
- Hum... bacana! E daí, porra?
- Como e daí? Ficou com menos estatuetas que aquela merda do "Titanic"! "O Retorno do Rei" faturou menos prêmios que a bosta do "Titanic"!!! Absurdo!
- Ah... foda-se! Mas... quer saber? Pelo menos ficou com o mesmo número de "West Side Story"! Já tá bom demais!
- West o quê???
- Er... deixa pra lá! Esquece! E que cagada você pretende fazer?
- Não sei, mas isto não podia ficar assim! Eu A-M-E-I a trilogia do Peter Jackson, que nem tinha sido premiada nos outros anos! 10 é muito pouco...
- É... hummmmmm... peraí... JÁ SEI! Tive uma idéia!
- Qual? Qual?
- Vamos trocar um aí, caralho! Ó: tá vendo ali aquele envelope escrito "Melhor Montagem"?
- Tô.
- Então: pega, abre essa porra e veja aí quem ganhou.
- Tá... bom... quem ganhou foi um tal de Daniel Rezende, de um filme brasileiro chamado "City of God"! City of God?!?!? What kind of shit is that?
- Pois é. Eu assisti anteontem essa bosta. Um puta filme estranho! Onde já se viu filme brasileiro que não mostra teta e bunda pros mano? Não merece ganhar merda nenhuma!
- É verdade! Aquelas brasileiras (slurp!) são muito gostosas!! E o cara não usou a mulherada... ass hole!
- É isso mesmo: a gente tira dele e dá mais um pro "Senhor dos Anéis"! Ninguém vai perceber! O filme é brasileiro mesmo... nem devia ter sido indicado!
- Putz! É mesmo! Beleza! Assim a gente iguala os 11 Oscars! Peraí que vou pegar um branquinho e uma caneta aqui e... Pronto! Feito! Agora fiquei feliz! Melhor que isso só se a gente tentasse trocar mais um, né? Doze Oscars! Recorde total!! Já pensou?
- Não! Tá louco?!? Pelo menos algum Oscar tem que ir praquela merda do "Mestre dos Mares". Disseram que teve muita grana investida naquele lixo. Tem que voltar algum pros caras, senão a casa cai! Deixa quieto!
- Tá... tá... mas e se a gente...
- Êêê, caralho... agora chega! Vamos embora agora, cacete! Esqueceu que amanhã é dia de branco? Dia inteiro trancado nessa merda limpando o cu de celebridade! Vai ser um pé no saco!
- Vai nada, bobo! Vai ser uma L-O-U-C-U-R-A, como sempre!!!
Humpf. Até.
Escrito por Mahabharata às 17h56
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