TAPETE VERMELHO
Oscar. Festa bacana, estará na telinha por meio do SBT nesse domingão, 29, apresentado pelo rei do pancake, sr. Rubens Ewald Filho.
Embora tenhamos tentado assistir a todos os filmes concorrentes, só conseguimos ver "Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei", "21 Gramas", "Piratas do Caribe", "Mestre dos Mares" e, é claro, "Cidade de Deus", além do curta-metragem de animação "Gone Nutty". Completamente defasado, já dá pra perceber que tudo o que posso fazer é comentar as fitas que eu vi e torcer por Fernando Meirelles (direção), Bráulio Mantovani (roteiro adaptado), César Charlone (fotografia), Daniel Rezende (montagem) e Carlos Saldanha (animação em curta-metragem). Vamos a elas.
"O SENHOR DOS ANÉIS - O RETORNO DO REI"
É o terceiro capítulo da segunda melhor trilogia da história do cinema - a primeira é "Star Wars" (1977-1983) -, que fecha com chave de ouro a envolvente estória de um anel amaldiçoado, forjado por um cramulhão tamanho família com um único intuito: conquistar o mundo e dominar os humanos. Esse anel, lógico, acaba caindo nas mãos dos homens, que, estúpidos que são, praticamente o entrega aos "hobbits", um povo pacato e nelson-nediano que, sem mais, fica acuado diante de outros filhotes do capeta, que, à procura da rosquinha do mal que intitula a obra, botam pressão nas criaturinhas dóceis. Nisso, o famoso fiofó maldito, já considerado como sendo um dos mais pesados fardos da história do cinema, vai parar nas mãos do hobbit Frodo Bolseiro, que, pelo destino, terá a incumbência de destruir aquele tentador, porém perverso brioquinho brilhante, tudo isso com a ajuda de Sam, seu "sobrinho" de 22 anos (a-hã, sei...), de magos do bem, das árvores da floresta, dos humanos, elfos, rainhas e do caralho a quatro. E muito embora tenha esse portentoso auxílio, o apertadinho pevide de Frodo será molestado por todo o tipo de Coisa-ruim existente naquelas bandas. Resumindo: trata-se de uma puta obra, muito bem realizada por Peter Jackson, mesmo porque o cara conseguiu segurar a barra de rodar 3 filmes de pouco mais de 3 horas de duração, uma epopéia que, definitivamente, está destinada a poucos mortais. Merece ganhar a bagaça!
"21 GRAMAS"
Já fiz uma resenha desse filmaço dias atrás, razão pela qual não vou ousar repetir tudo o que tive a pachorra de escrever. Mas acrescento uma coisa: seja qual for o personagem de Sean Penn em "Sobre Meninos e Lobos", ele já merecia ganhar o careca d'ouro por seu trabalho no filme de Alejandro González-Iñárritu, assim como a maravilhosa Naomi Watts, que também nos concede um show de interpretação.
"PIRATAS DO CARIBE"
O filme em si não está concorrendo e tem lá suas sem-vergonhices, mas seu protagonista, o pirata Jack Sparrow, vivido pelo sensacional Johnny Depp, é o que vale nessa fita. Mas creio que Depp não vai levar o careca, simplesmente porque concorre com Sean Penn - numa ótima fase -, e, também, com o Bill Murray, de "Encontros e Desencontros" - filme, aliás, que juntamente com "Sobre Meninos e Lobos" e "As Invasões Bárbaras", estou LOUCO para assistir.
"MESTRE DOS MARES"
Quando soube que o filme era sobre uma perseguição de navios já fui ficando desconfiado. Mas mesmo assim, acreditei que o bom Russel Crowe e o talentoso Peter Weir fossem dar um quê a mais nesse banal argumento. Só que assistindo à fita, descobri tão-somente mais do mesmo: trata-se exatamente de uma perseguição, uma corridinha entre duas embarcações velhacas.
E o conteúdo da obra? Ficou esquecido nas profundezas dos oceanos. E para piorar, os ingleses (mocinhos, em tese) ainda chegam ao litoral brasileiro e, sem mais – como nos educaram nossos diletos professores -, apaixonam-se e fazem as pobres indiazinhas, dando continuidade à linhagem sincrética de nosso povo. É... didático Weir foi, mas, obviamente, não conseguiu agradar. E de mais a mais, que graça tem sabermos todo o tecnicismo da marinha britânica durante as Guerras Napoleônicas? Nenhuma, porque simplesmente estou a léguas de distância do contexto eleito por Peter Weir e Russel Crowe. Foda-se Napoleão, foda-se o Capitão Jack Aubrey.
"CIDADE DE DEUS"
Também já escrevi um post sobre esse fantástico filme, na data em que foram anunciadas pela "Acadimia" as categorias em que a obra de Fernando Meirelles estava concorrendo na premiação estadunidense. Estou torcendo pra caralho para que o filme fature alguma estatueta - e creio que o prêmio para a "Melhor Montagem" já está reservado ao competente e sensível Daniel Rezende. Forçando um pouquinho, a produção brazuca ainda pode amealhar o de "Melhor Fotografia". Mas "Roteiro Adaptado" e "Direção", num português bem claro, NEM FODENDO!
"GONE NUTTY"
Olha, sem sequer saber quais são os outros curtas de animação, posso chutar sem qualquer leviandade que o Carlos Saldanha (co-diretor do hilário "A Era do Gelo") merece o prêmio, porque só de ter feito aquele longa, indicado ao Oscar da categoria longa animado de 2003, ser incumbido de fazer "A Era do Gelo 2" e ter tido a brilhante idéia de produzir um curta só do neurótico esquilo Scrat, já da pra perceber que o cara é fodão na área. Longe de querer ser ufanista, está mais do que na hora de se agraciar com louvor a cria de Saldanha, já que ela, enfim, dá vida ao seu enorme talento.
É isso. Com bastante pipoca e guaraná e ao contrário do que fiz na Copa do Mundo, não vou torcer para os brasileiros trajando a camisa canarinho. Falamos de arte, que é universal. Logo, os criadores brazucas merecem o prêmio não por terem nascido neste país, mas apenas porque fizeram ótimas obras de arte.
Até.
Escrito por Mahabharata às 22h12
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DEFUMANDO...

WITHIN YOU WITHOUT YOU
We were talking
about the space between us all
and people who hide themselves
behind a wall of illusion
never glimpse the truth
then it's far too late
when they pass away
We were talking
about the love we all could share
When we find it
to try our best to hold it there
with our love, with our love
we could save the world
if they only knew
Try to realize it's all within yourself
no one else can make you change
And to see you're really only very small
and life flows on within you and without you
We were talking
about the love that's gone so cold
and the people who gain the world
and lose their soul
They don't know, they can't see
Are you one of them
When you've seen beyond yourself
then you may find
peace of mind is waiting there
And the time will come
when you see we're all one
and life flows on within you and without you
... E DESINTOXICANDO

YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY
Here I stand head in hand
Turn my face to the wall
If she's gone I can't go on
Feelin' two-foot small
Everywhere people stare
Each and every day
I can see them laugh at me
And I hear them say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away
How could I even try
I can never win
Hearing them, seeing them
In the state I'm in
How could she say to me
Love will find a way
Gather round all you clowns
Let me hear you say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away
Escrito por Mahabharata às 19h13
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A Saideira
Pra fechar a tampa do feriado, mais uma historinha de carnaval , a saideira.
Teve um ano que eu consegui a façanha de ficar doente em pleno carnaval.
Dor de garganta...febrão...Não sei o q era pior: a inflamação implacável ou perder o carnaval e ter q adiar em um ano a estréia da fantasia de índia que meu pai comprou na rua da Alfândega(uma espécie de 25 de março carioca)de penas brancas, com um cocar bacanérrimo de cacique, daqueles compridos na frente, manja?
Então...
Isso fazia doer além da garganta a alma. Eu ardia de febre e desespero.
Meu pai (sempre ele) condoído e conhecedor do meu estado de espírito, convenceu minha mãe de que iríamos sair só pra dar uma voltinha: "deixa ela sair só pra ver o movimento da rua, tadinha..."
Mas tinha a febre....antibiótico...vomitou o almoço...mas...mas...
"Mas" o quê! Meu pai era um verdadeiro mestre na arte da argumentação e persuassão e não teve "mas" da minha mãe capaz de dissuadí-lo de me levar pra essa "voltinha".
A essa altura, até o mais incauto dos leitores já desconfiou (e acertou) que a intenção desse inocente passeio de um sábado de carnaval era a mais escusa possível.
Preciso mencionar que saí pra "ver a rua" devidamente paramentada? Não, né.
Pois é, até nisso meu pai conseguiu engabelar minha mãe...Cruzamos a portaria do prédio rumo à rua Figueiredo de Magalhães, onde um 434 redentor nos levaria até a Pça Nossa Sra da Paz, exatamente no lugar em que acontecia a concentração da...Banda de Ipanema!!!!
Chegando lá, novidades! Nesse ano seria inaugurada a ala infantil da Banda. OK, lá vamos nós....
Começa o aquecimento...Mamãe eu Quero, Jardineira...Bandeira branca,amor....
Um hit da Banda:
"O Brasil vai lançar um foguete
Cuba também vai lançar
Lança, Cuba, lança
Eu quero ver
Cuba lançar"...
Nem preciso dizer que o botão do "foda-se" já estava enterrado de tão apertado. Pior ia ser a volta pra casa, mas a merda já estava feita.
Chegamos em casa por volta das 20h00, com cara de cachorro que caiu da mudança, ensopados de suor, cabeça cheia de confete...Não tinha como negar.
E nem dava. Minha mãe desencanou da demora e estava tudo bem até ela ver a gente se acabando no Jornal Nacional...O tempo fechou seriamente em Copacabana.
No dia seguinte, quando as coisas enfim pareciam ter se acalmado, chega meu avô rindo com o jornal na mão: primeira página d' O Globo, uma PUTA foto colorida da ala mirim da Banda de Ipanema, e euzinha puxando o cordão de mão dada com a Glória Maria...ô vida...
Que saudades do meu pai.
Ana Paula
Escrito por Ana Paula às 18h28
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BALANÇO

Nesta literal quarta-feira de cinzas, bem se vê que o carnaval ficou para trás. Aquele banzo de casa, a garganta seca, neurônios ainda em estado de torpor e um certo asco a qualquer tipo de samba-enredo estão mais do que latentes. Porém, devo confessar que a sensação de começar de novo é ótima, renovadora. Só que antes de tecer comentários esperançosos a respeito do ano que SÓ AGORA se inicia, sinto-me obrigado a teclar algumas palavras com relação ao que vi e senti nesses quatro dias passados.
Tudo bem que o cagaço de ter que encarar certas horas de samba carnavalesco no camarote da Rádio Nativa era evidente, mas quando fui encarar o bicho de frente, óbvio que cheguei a outra conclusão. Foi bacana ter estado lá e de certa maneira curtido o que a galera ofereceu - massagem, chopp da Nova Schin (já devidamente mijado, graças a Deus!), um whiskyzinho Red Label e vários salgados e sanduíches de metro, além do visual, este sim digno de comentários pertinentes. E, nesse aspecto, acabei por confirmar o que penso a respeito dos desfiles nos tais sambódromos: as alegorias, especialmente as paulistanas, por mais que se perceba o trabalhão de quase um ano que há por trás, não têm a mínima graça. Aqueles carros alegóricos não passam de um monte de papelão, plumas, paetês e bonecos pixulés acenando e/ou batendo asas. Por não ter graça, não empolgam e só irritam, pois é inevitável dizer que depois do carnaval eles vão ficar esquecidos, inúteis, em vários cantos da cidade enchendo os pacovás. As danças das alas também não têm a manha de encher os olhos, assim como tudo o que NÃO diz respeito às BATERIAS. Estas sim são foda de presenciar, porque, realmente, é de arrepiar o couro cabeludo testemunhar "in loco" todos aqueles homens e mulheres mandando ver em seus instrumentos - cheguei a ver várias peles de caixas e bumbos totalmente vermelhas, de tanto sangue que os caras doam por sua agremiação. Isso é muito bom de se ver, porque é aí, nesses jorros desenhados nas peles, que estão insculpidos os valores da cultura brasileira, ou uma boa parte dela. Muito bom! E só por isso valeu a pena ter estado lá. Obrigado, Rádio Nativa, por sua generosa oferta.
No mais, esse foi um carnaval para curtir a família - incluídos aí nossos (velhos e novos) amigos. Não viajamos por causa da construção de nosso novo "apertamento", motivo pelo qual achamos por bem sair bebendo cervejas com nossos irmãos e irmãs, a começar, já no domingão, pela Ana & Mau e Djobí-Djobá, digo, Josmir-Josmar além de ter trocado ótimas figurinhas, nas duas noites seguintes, com Brunão & Solange (a cachacinha mineira tava maravilhosa!), Paulo Marquezinho e meus cunhadíssimos Tita & Júnior. Isso tudo sem contar com a nada sutil presença de Maria Luíza ao nosso lado, sempre tocando maravilhosamente o puteiro e descobrindo uma porção de coisas novas a cada segundo. Resumindo: sapucaí uma porra! Nosso carnaval, gracias a la vida, foi sensacional por causa de nossa filha e de nossos amigos-irmãos, sempre presentes e - melhor de tudo - falando merda a dar com pau!
Valeu!
Ah! Só uma última coisinha: o carnaval da MTV, estrelado pela turma do Hermes e Renato, foi hilário! E, na minha humilde opinião, a escola campeã do carnaval 2004 foi a UNIDOS DO CARALHO A QUATRO, que compôs o melhor refrão carnavalesco dos últimos tempos:
"Arreia as calça
E mostra o pau
É a Unidos do Caralho a Quatro
Abalando o carnaval
A minha rola
É meu instrumento de trabalho
Quem gostou, gostou
Quem não gostou vai pro caralho".
Como diria o presuntão Carlos Imperial, DÉISH! NOTA DÉISH!
Até.
Escrito por Mahabharata às 17h06
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UP to date: Onde se lê: Lendas e MIstérios do Amazonas; leia-se: Lendas e MIstérios da Amazônia, e em lugar de Aquarela do Brasil: Aquarela Brasileira
Tô há dois dias tentando arrumar isso mas sabe Deus porquê não aparece corrigido(pelo menos não na minha tela...).
Daqui a pouco eu volto com novidades...
Escrito por Ana Paula às 14h14
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